Reza a lenda que existiu um Barão muito rico, dono de uma das maiores Sesmarias do Brasil Colônia. Esse homem colecionou fortuna, e histórias em suas terras, desde uma parente tida como bruxa, até uma ama de leite, que de tamanha importância deu nome a uma de suas propriedades, e foi enterrada atrás da capela dos nobres. Até hoje há relatos de assombrações, e desaparecimentos nessa região.
Jonas era um representante comercial, que resolveu cortar caminho por uma estrada que não conhecia. De repente, no meio de uma curva, o carro simplesmente apagou – nada funcionava. O lugar estava um breu só.
Acendeu a lanterna do celular, levantou a tampa do motor, mas não viu nada de errado Decidiu então acionar a seguradora. Celular sem sinal. – E agora? pensou o homem.
Foi quando viu pra dentro do mato uma luz acesa e pensou – Lá devo conseguir alguma ajuda.
Clareou uma placa coberta de mato onde se lia – “Rocinha da Nega”. Imaginando ser o nome da propriedade, decidiu entrar, mas com medo de aparecer algum cachorro, bateu palmas e gritou:
-Oh de casa?
Daí a pouco, veio em sua direção um moleque vestindo umas roupas estranhas.
-Sinhô, o Barão mandô entrá.
Chegando mais perto, uma porta se abriu e ele entrou. Lá dentro, uma sala de jantar enorme, em estilo colonial, cheia de pessoas sentadas.
Na cabeceira, um homem trajando vestes incomuns, e ao seu lado uma negra, vestida como uma escrava. Então, o Barão levantou-se da cabeceira, e disse:
-Se aprochegue Jonas, nos estávamos lhe aguardando. Nega arrume um lugar para nosso convidado.
Quando foi se sentar, percebeu que na mesa só existiam cadáveres. Antes que pudesse fugir, a porta da Capela mortuária se fechou, para não mais abrir.
Na estrada, ao lado do seu carro, o vento descobriu a placa, onde estava escrito – Cemitério da Rocinha da Nega.