O pacto

Fausto era um homem perfeito, em todos os sentidos. Casado com uma linda esposa, pai de filhos amorosos e marido exemplar. Sua erudição e altas habilidades inatas fizeram dele uma figura pública famosa, e bem sucedida. Autor de três best sellers de suspense, sua fortuna só fez aumentar, quando o primeiro de seus livros recebeu uma adaptação para cinema. Hoje, ele comanda um grupo editorial, com filiais em Portugal e na Espanha.

Mas tudo na vida tem um preço, resta saber se você está disposto a pagar por ele. Certo é que a fatura chegará, e alguém baterá à sua porta para cobrar.

Era uma segunda-feira, e Fausto tinha acabado de chegar na Editora. Enquanto lia as mensagens do final de semana, sua secretária avisa:

-Fausto, tem uma pessoa aqui querendo falar com você, dizendo que é seu sócio, mas eu não o conheço.

-Pode mandar entrar Andreia.

A porta se abre, e um homem de terno branco, e lenço vermelho no paletó entra.

-Bom dia Fausto.

-Já imaginava que você viria hoje.

-Sim, hoje é o dia de fazermos nosso acerto.

-Eu sei, e já me preparei para isso.

-Então, qual foi sua decisão? Quem você me entregará em troca de tudo que eu lhe ofereci? Sua mulher, ou um de seus filhos?

-Na verdade, nenhum deles.

-Como assim? Você já sabia quais eram as condições de nosso acordo, e as consequências em caso de descumprimento.

-Sim, por isso disse que já estava aguardando sua visita.

Então ele abre a gaveta da mesa, pega uma pistola, coloca em direção à boca, e dispara.

Com o barulho do tiro, a secretária entra correndo, e encontra Fausto caído sobre a mesa banhada em sangue, já sem vida. Do homem de terno branco, nem sinal.

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