José Felizberto da Silveira. Essa era sua alcunha, mas seu nome de ofício, aquele que lhe rendeu fama e notoriedade, era “Zé do apito” – compositor e puxador da União de Vila Madalena, escola do grupo especial, buscando seu pentacampeonato na avenida.
No esquenta, enquanto a bateria afinava a mão, o sambista deu seu último grito. Um mal súbito levou José. Mas o samba não pode parar, a União tinha uma missão a cumprir.
Então, os baluartes da Velha Guarda pegaram seu corpo pelos braços, e levaram o bacharel para o último desfile na avenida.
Sob aplausos, muito choro e gritos de campeã, a escola passou perfeita em todos os quesitos. Quando chegou na dispersão, com o campeonato garantido, a agremiação seguiu em cortejo solene, levando o menestrel de volta para casa – a quadra da escola – onde iriam comemorar o título, e beber a alma do “Zé do apito” – o maior compositor e puxador que o samba já conheceu.