Joaquim era filho único, de um casal de empresários riquíssimos do ramo têxtil. Desde muito novo, apresentou uma dotação acima da média, não menor que uma frieza incomum para uma criança.
Quando completou 15 anos, criou um estratagema diabólico. Descobriu em suas pesquisas, que o Curare, uma substância tóxica originária da América do Sul, quando consumido em baixa dosagem, matava aos poucos.
Aos 16, convenceu seus pais a lhe darem emancipação, com a desculpa de fazer uma viagem pela Europa. Assim que chegou na Alemanha, teve que voltar às pressas para o Brasil. Seu pai havia sofrido um mal súbito, e faleceu.
Passadas as exéquias, demonstrando preocupação com a mãe, perguntou:
-Mamãe, a senhora está tomando aquela fórmula que o Doutor Melquíades receitou?
-Claro, meu filho. Seu pai também tomava todos os dias.
Seis meses após o pai, a mãe acordou sem vida.
Agora, herdeiro de uma pequena fortuna e com 25 anos, Joaquim estava na Cote d’A’zur, noivo da herdeira de um dos reis do Petróleo do Oriente Médio. No café da manhã da amada, não faltava a fórmula do Doutor Melquíades.