Justa traição

Cavaleiros preparados na liça. Henry cobrava de Antoine uma dívida de honra, pois o vil havia beijado sua esposa Suzete. Início da contenda autorizado pelo juiz. Os cavalos disparam e, num golpe certeiro, a lança de Antoine transpassa a viseira de Henry.

Suzete, que acompanhava a disputa, não verte uma lágrima sequer. Vira as costas, e sai enquanto os cavalariços cuidavam do corpo do nobre, mortalmente ferido.

Dias antes…

-Tu me amas verdadeiramente?

-Claro minha rainha, por ti sou capaz de fazer qualquer coisa.

– Farias mesmo qualquer coisa?

– Basta que peças, minha Suzete.

– Pois bem Antoine, quero que mates meu marido Henry.

-Mas minha bela, como queres que eu faça isso sem levantar suspeitas?

– Disso deixes que eu cuido. Vou falar para Henry que me tomastes um beijo à força. Seu sangue nobre o obrigará a um desafio de honra. Mas tu terás que ser certeiro.

– Minha amada. Considere-se enviuvada!

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