Júlia e Fernando eram um casal perfeito. No primeiro encontro já rolou uma química – eram os opostos que se completavam. Do namoro ao noivado, até no casamento, parecia haver uma sintonia perfeita entre eles. Eram invejados por todos. Até que, passado o primeiro ano de matrimônio, algo começou a mudar. Mas ainda era quase imperceptível.
Do segundo em diante, foram desventuras em série. Primeiro ficaram surdos – um já parecia não escutar o que o outro dizia. Depois ficaram cegos – olhavam mas não se enxergavam. Por fim, acabou a sensibilidade – seus corpos pareciam não ter mais cheiro, a química da atração havia se desfeito.
Passado um tempo, eram apenas estranhos compartilhando o mesmo espaço. Há quem diga que o casal foi vítima de um vírus letal para relações e relacionamentos, e de difícil profilaxia – o vírus da ROTINA.