Déjà -Vu

Naquela manhã acordou com uma estranha sensação – era como se fosse um mau pressentimento. Se arrumou rápido, nem café tomou, estava atrasado para o serviço. Joaquim, o motorista da linha 5310, ainda esperou que entrasse na condução.

No meio da viagem, passando pelo Viaduto da Consolação – coisa que fazia todos os dias, teve a impressão/sensação de que o ônibus estava despencando. – Cruz credo, pensou ele.

Desembarcou em frente à fábrica, para mais uma jornada em série. A sirene tocou anunciando o final do expediente. Entrou no vestiário, tomou uma ducha e foi para o ponto. Já no ônibus, o cansaço o fez cochilar – um cochilo eterno.

No meio da viagem, o Viaduto da Consolação desabou. Não houveram sobreviventes naquela tragédia.

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