O porão

Entro na casa de meus avós. Era uma sede de fazenda, centenária, e o sol já ia caindo. A luz laranja nos vitrais tornava tudo sombrio, cheirando ranço e rancor.

Quando criança ouvia que no porão se guardava algo, que as empregadas desciam todos os dias para alimentar. Vencido pela curiosidade, acendo minha lanterna, abro a portinhola e sinto um cheiro forte e desagradável.

Desço as escadas, e quando a luz clareia o cômodo, avisto uma cama. Me aproximo e vejo os restos de um corpo. De repente, sinto algo me tocar. Me viro, e solto um grito:

– Meu deus !!!!

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