Consumado

Está tudo consumado. Já avisei aos amigos (aqueles das Redes Sociais). Resolvi as dívidas e organizei o espólio – o pouco que tenho, vai para uma ONG de proteção animal. Família? Duas tias no interior, e uns primos distantes – nada que valha o esforço. Tudo pronto, com a consciência tranquila, e certo da decisão tomada.

De repente, sinto um leve toque em meu ombro. Era uma simpática e gentil senhora, que sussurrou segredos em meu ouvido. Desengatilho o cão e coloco a arma de lado. Num instante, minha vida em preto e branco volta a ter cor. Hora de recomeçar.

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