A chave

No interior das Minas Gerais existiu um sujeito chamado Valfrido Boa Morte, que ganhou fama e notoriedade graças ao seu nome, mas também pelo seu velório. Sempre foi reservado em vida, tanto assim que nenhum familiar foi encontrado para avisar de seu passamento.

Contam as carpideiras de plantão, que um dos últimos desejos do morto, era ter garantida sua privacidade, após seu falecimento. Por isso mesmo, deixou encomendada na funerária da cidade, uma urna com tranca e cadeado. E assim foi feito.

Valfrido desceu ao Salão dos Mortos fechado, como sempre o foi quando ainda vivente. Quanto às chaves do caixão? Segundo contam, foram colocadas dentro da algibeira do paletó do falecido.

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