O ex-presidente americano John Kennedy tem uma frase muito significativa para servir de epígrafe a esta prosa: “A mudança é a lei da vida. E aqueles que apenas olham para o passado ou para o presente irão com certeza perder o futuro.” E estamos agora passando por esse momento – o de mudar olhando para o Futuro. E por que esse processo para alguns parece ser tão penoso?
Você já tentou mudar um móvel de posição em casa, sem que isso lhe gere um sem número de incertezas? E na hora de trocar de carro – compro o mais econômico ou o mais luxuoso? E se o assunto é a profissão? Escolho a que me dará mais realização pessoal, ou maior retorno financeiro?
De toda forma, esse sempre será um momento de grande angústia e apreensão, mas ao mesmo tempo salutar pois passado o mar revolto, a calmaria trará um novo ponto de vista sobre aquelas águas, até então desconhecidas.
Assim acontece em todos os momentos da vida, e com a UFJF não é diferente.A cada fim de ciclo de uma gestão, a inquietação é a mesma – mudar ou permanecer no mesmo ponto? No meu entendimento a Chapa 1 e a Chapa 2 (co-irmãs) não trarão melhores respostas aos anseios da coletividade, por isso, a Chapa 3 é a que melhor representa a tão desejada transformação.
Fato é que todo processo de mudança, seja ele de vida, ou de uma gestão, começa dentro de uma única pessoa – você mesmo. O que não quer dizer que isso o torna mais fácil, pelo contrário. Envolve senso de coletividade, posto que sua decisão (ou omissão) poderá afetar a vida de outras pessoas. Demanda força de vontade, pois terá que sair da caixinha para olhar em volta, conhecer o que está em jogo, e o que está sendo proposto.
Então fica a pergunta: Por que (ao menos para mim) parece que não estamos vivendo um momento tão grave – e premente de mudança – na Universidade Federal de Juiz de Fora? Qual a explicação para tamanha apatia, e mesmo afasia, pois ao que parece Técnicos-administrativos em Educação e Docentes perderam a capacidade de expressão e compreensão dos fatos. Será que o “medo” de se expor seria uma causa para essa condição? Quem é das antigas não reconhece nessa Consulta para Reitor a efervescência, a disputa e os embates próprios de períodos como esse. Então, a quem convém tal desinteresse?
Bom, eu tenho a minha opinião formada sobre isso, mas prefiro encerrar esse assunto com as palavras do poeta das coisas simples, Mário Quintana, que resume nos seus versos aquilo que passa em meus sentidos: “Todos esses que aí estão, Atravancando meu caminho, Eles passarão… Eu passarinho!”