Ainda no altar ouviu que deveria ser fiel e servir somente ao marido. Na noite de núpcias, depois de rasgar sua dignidade, saiu e voltou cheirando álcool e prostíbulo.
E assim acontecia todas as noites. Primeiro o álcool depois o sexo, em seguida a surra . Mas Deus foi bom – três gestações infrutíferas, a última após outro espancamento.
Até que um dia, cansada e revoltada esperou ele completar seu ritual e, enquanto dormia, pegou uma faca na cozinha e o rasgou ao meio.
Naquela noite, enfim, após vinte anos dormia em paz, em uma cama de cimento gelada, cercada por grades.