Ele se chamava Sol, ela Lua. A relação era tão improvável quanto o encontro dos dois. Mas decidiram se amar, ainda que só pudessem se ter por poucos instantes – no poente e no nascente.
Compadecido daquela situação, o Senhor dos Astros decidiu ajudar criando o Eclipse, quando poderiam estar um no outro por inteiro. E essa condição perdurou longamente.
Apesar do muito querer, e da felicidade que transbordavam, passaram por provas e tempestades. Mas o amor superou todos os percalços, e agora aguardam a passagem da estrela cadente que lhes trará Íris, o fruto divino desse amor astral.