Em busca da cura

Annaluiza Freitas de Paula

Gabriel e Pedro eram grandes amigos que moravam em uma mesma cidade, Ela era pequena, mas lá havia de tudo um pouco; tinha bons empregos, bom ambiente, gente legal e tranquilidade, tudo era normal. Os dois gostavam muito de uma aventura, então resolveram ir atrás. Gabriel já deixou avisado para sua mãe, daí ela respondeu:

-Não vai muito longe, hein menino!

-Pode deixar mãe. Respondeu.

Então seguiram viagem, até aí tudo bem. Mas de repente se depararam com uma velha Usina nuclear, que havia explodido muito antes deles existirem.

-Pedro, vamos ver o que tem lá dentro? Pergunta Gabriel curioso com a tal Usina.

-Ah Gabriel não sei, mas… Tá bom, vamos. Responde Pedro com um olhar meio desconfiado.

Quando entraram, não havia quase nada, a não ser uma pilha de restos do que a explosão fez e uma caixa – ela estava tão novinha que até parecia que alguém a havia colocado a pouco tempo ali. Os meninos, como não eram bobos nem nada, a levaram com eles. Na hora observaram que nela estava escrito “Cuidado, material contagioso”.

Dentro dela tinham vários tubos de ensaio, com o teste de um vírus muito letal. O amigo de Pedro saiu correndo na frente, com ela nos braços, para chegar na cidade.

-Gabriel cuidado! Você vai derrubar a caixa! Grita Pedro, pois seu amigo estava a ponto de cair de cara.

De repente, ele topa com uma pedra que o faz cair. Então a caixa se abre e os tubos todos quebram. Enquanto ainda havia tempo, antes de atingir toda a cidade, os dois lembraram do Drº Antony, um antigo médico especialista em doenças. O problema é que eles não sabiam por onde ele andava, porque depois de perder sua esposa ele sumiu e ninguém nunca mais ouviu falar dele.

Então foram à procura de informações sobre o conteúdo da caixa, mas a busca não adiantou de nada, pois não encontraram nenhuma pista, e o ar estava se contaminando cada vez mais. Eles ficaram acordados a noite toda procurando o misterioso médico, e somente no outro dia é que o encontraram.

-Estranho. Aqui diz que ele mora próximo à Usina. Diz Pedro, sem entender.

Eles realmente acharam esquisita aquela coincidência, mas mesmo assim foram atrás desse doutor. Chegando lá, repararam que realmente o homem não saía há tempos de casa, porque ela estava a ponto de cair de tão mal cuidada.

Mesmo assim, tinham que procurar ajuda, e bem rápido.

Gabriel, como sempre se achando o corajoso foi na frente, e Pedro logo atrás, mas quando foram entrar a casa estava toda empoeirada, e muito escura.

-Senhor Antony! Senhor Antony! Gritaram os garotos entrando pela porta sem enxergar uma alma viva.

-Será que tem alguém morando aqui ainda? Se pergunta Pedro.

-Ah! Olá meus jovens, há muito tempo não recebo visitas. Responde o doutor.

Os garotos viram que esse médico já era bem idoso, talvez ele não pudesse ajudar muito, por isso resolveram apenas fazer algumas perguntas. Mas Antony também guardava um segredo, que muitos ali não tinham nem ideia do que pudesse ser.

Quando Gabriel e Pedro disseram o que havia ocorrido, o médico reagiu de uma forma um pouco suspeita, porque parecia que ele sabia de alguma coisa. Mesmo assim, o idoso explicou o que eles teriam de fazer:

– Vamos ao meu laboratório, e lá mostrarei o que terão de fazer.

-Ok. Responderam os meninos.

Foram então em busca da cura, mas não conseguiam ter algum sucesso sequer. Horas e horas depois, encontraram uma fórmula alternativa que poderia funcionar, mas eles teriam que correr porque o vírus já estava chegando perto. Então os três foram para a cidade, só que a contaminação criou uma grande nuvem no ambiente impedindo-os de enxergar um palmo na frente do nariz. Então os meninos avistaram um prédio, de onde poderiam lançar o remédio que salvaria a todos.

Eles resolveram ir, mas o doutor achou que deveria ficar para trás, porque como era idoso poderia ter dificuldades, e atrapalhar os meninos. No meio do caminho Pedro parecia não se sentir muito bem.

– Pedro você está bem? Pergunta Gabriel.

– Est… cof cof. Tô sim, relaxa. Responde Pedro com uma voz fraca.

Gabriel viu que seu amigo foi perdendo cada vez mais sua força, por isso o garoto teve que carregá-lo até o topo do prédio. Ele estava a ponto de morrer, mas Gabriel não desistiu e conseguiu chegar ao fim.

– Fique calmo meu irmão, já estamos chegando, diz Gabriel consolando Pedro em seus braços. 

O garoto preparou o antidoto, só que ele também havia sido infectado, e a fraqueza foi só aumentando, parecia que alcançar o objetivo estava ficando cada vez mais difícil. Quando foi lançar o preparado, o menino escorregou de tão tonto. Quase que o plano de salvação fracassa, mas por sorte deu tudo certo.

O vírus evaporou, e os casos foram diminuindo. Só os garotos que demoraram um pouco mais para se recuperaram, devido à alta exposição que tiveram. Já saudáveis de novo, foram encontrar o velho médico.

– É rapazes, vocês conseguiram, parabéns! Diz Drº Antony cumprimentando-os.

– Muito obrigado Doutor. Agradecem os dois.

– Mas de onde será que veio esse vírus? Questiona Pedro.

– Então meninos, na verdade fui eu quem o criei. Responde o velho.

-Oi, como assim?! Perguntaram assustados os meninos.

O médico explicou aos rapazes que ele estava trabalhando na criação de um vírus no laboratório para um projeto super secreto, quando a Usina explodiu. Por isso ele não pode terminar a pesquisa. Satisfeitos com a explicação, os dois garotos resolveram, então, virar ajudantes do Drº Antony, em seus estudos no laboratório.

Deixe um comentário