Aperta o verde, e confirma!

Você acredita na Política (e nos Políticos)?

E foi dada a largada para a Corrida Eleitoral de 2022. Se essa fosse uma prova de Atletismo, seria a de 100 metros rasos com toda certeza – pois demanda força, velocidade e muita disposição para fazer e falar muito, em curto espaço de tempo. Estamos há pouco mais de 40 dias do primeiro turno, mas as campanhas já estão a todo vapor, entre coligações e rompimentos, troca de farpas e acusações antes mesmo dos debates começarem a acontecer. Agora resta saber – você se sente preparado (e convencido) para confirmar a sua escolha?

Segundo Aristóteles “o homem é um ser político e está em sua natureza o viver em sociedade”, por isso fazemos política da hora em que nos levantamos, até quando vamos nos deitar – no café da manhã com a esposa, na fila do banco, no cafezinho com os colegas do serviço – e isso acontece porque ela é a arte de negociar e gerenciar situações e demandas em prol de um bem comum. Ora, se é algo natural, e que beneficia a todos, por qual razão então caiu em tamanho descrédito, especialmente em nosso país?

Para explicar isso relembro acontecimentos recentes, e que chocaram a sociedade, onde médicos foram denunciados por abusos sexuais, e negligência com aqueles a quem juraram curar. Pois bem, a culpa por esses desvios de conduta é da Medicina, ou dos médicos?

Com a Política ocorre a mesma coisa – não existe boa ou ruim, como costumam dizer. O que há é o uso equivocado ou acertado que dela se faz perante a sociedade. Contudo, a história recente nos apresenta mais “desvios” do que acertos e, por conta disso, os justos acabam pagando pelos pecadores, como se “fazer política” fosse sinônimo de maracutaias e corrupção.

Na contramão de tudo isso, eu não só acredito como também defendo que o caminho para transformar a sociedade, e alcançar a desejada Justiça Social, ainda é através dela. Não por menos, brinco que a Política é o fermento da Democracia – quando usado na dose certa o bolo cresce e fica apetitoso, mas quando se erra a mão o resultado é um bolo “solado”, e nada atrativo.

E falando em Justiça Social, não posso deixar de levantar minha bandeira. Sei que muitos colegas doutos vão querer me execrar, mas afirmo e ratifico que a mudança na Educação nesse país não passará pela Academia, mas sim pela garantia democrática do acesso, qualidade e equidade através da Política. Anísio Teixeira, no século passado, já nos lembrava que “Democracia é, literalmente, educação. Há, entre os dois termos, uma relação de causa e efeito. Numa democracia, pois, nenhuma obra supera a da educação. Haverá, talvez, outras aparentemente mais urgentes ou imediatas, mas estas mesmas pressupõem, se estivermos numa democracia, a educação”.

Um amigo, o qual prezo e respeito muito, costuma dizer com muita propriedade que “Política se faz com a cabeça, mas também com o coração”, e esse princípio simboliza tudo aquilo que foi dito nesse Artigo, me dando a tranquilidade para “Apertar o botão verde, e confirmar”, pois é nisso que, de fato, acredito.

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