Sobre caos e Políticas Públicas no Brasil

Motivado pela leitura da crônica do grande amigo, e brilhante jornalista, Marcos Araújo publicada em um jornal de grande circulação, onde ele problematizou a questão da desumanização da sociedade (a partir do episódio do assassinato de Genivaldo de Jesus dos Santos), percebi a necessidade de trazer para o Artigo da Semana a questão da equidade para a Educação, a Saúde e a Segurança.

Segundo o dicionário Michaelis, essa palavra pode ser definida como uma justiça natural; disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um, contudo, adotando um olhar mais inclusivo é o oferecimento de condições iguais, a quem a vida proporcionou oportunidades diferentes, o que deveria ser, em tese, o princípio das Políticas Públicas que norteiam o tripé aqui exposto.

Falando de Segurança, já que os noticiários estão repercutindo o caso da PRF em Sergipe, e a ação da PM na Vila Cruzeiro, lembro que sou neto de um policial militar, e tenho muito orgulho disso. Por outro lado, ouço alunos em sala de aula falando que tem “ódio” de polícia. O que mudou então? Por que motivo ser agente da segurança virou sinônimo de violência e truculência? Por que aqueles que deveriam ser os guardiões, são vistos hoje como algozes da sociedade?

Quanto à Saúde, o Brasil viveu uma prova de fogo (ou ainda está vivendo) com a Pandemia de Covid-19, mas uma coisa ficou clara nesse período – apesar de todos os problemas nas Redes, da falta de estrutura e da má gestão dos governos nas diferentes instâncias, foi graças ao Sistema Único de Saúde que o coronavírus não causou estrago maior em um país de dimensões continentais como o Brasil, ao contrário do que se viu em países na Europa (alguns do tamanho de nossos estados, como Minas Gerais ou Rio de Janeiro).

Então, chegamos à base do tripé, aquela que liga as outras duas pontas, a Educação. Eu poderia discorrer aqui sobre um sem número de problemas que o país vive com o ensino – público e privado, da Educação Básica à Superior – dos “déficits” que a Pandemia trouxe para as nossas crianças e jovens, mas para além disso tudo, é ela – a Escolarização – que vai dar sustentação a todo o Sistema Público, que produzirá uma sociedade menos violenta, mais justa e com uma Saúde eficaz. Isso sem falar na construção de valores como Empatia e Respeito – quem já não foi esculachado por um agente de (in)segurança, ou mal atendido por um profissional da saúde (tanto na Rede Pública quanto na Particular)?

Salve Ariano Suassuna! Sou um realista esperançoso, consciente dos problemas graves e urgentes que o país sofre nesses três pilares, por isso, ao invés de ficar chorando ou reclamando do Estado, prefiro fazer a minha parte como, Educador e Escrevinhador, para garantir a construção de uma sociedade mais equânime, nem que seja necessário para isso escrever mil vezes sobre esse mesmo tema. Quanto aos governantes (ou candidatos a tal) deixo aqui uma advertência – o maior legado que uma figura pública pode deixar, como marca indelével de seu mandato, é a garantia de condições para que o tripé – Educação, Saúde e Segurança seja universal, e com a qualidade que a sociedade merece.

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