Quando eu subo a Pedra do Paraibuna,
Quando olho através das serras azuis,
Enxergo o mar de inconfidências que compõem o meu levante.
Vejo o que está atrás e me recordo
da emoção doída quando voltei, pela primeira vez,
para o meu mar de morros.
Olho mais adiante e vejo todas as incongruências,
Todas as elevações e desníveis que geograficamente
Demarcaram o território da minha vida.
Do alto do meu morro mais alto
Vejo além, diviso outras terras,
Diviso outros territórios
Como todo bom mineiro aprendi a importância de ser desconfiado,
De ser reservado e ao mesmo tempo inconfidente,
De confidências reservadas.
Aprendi também que a geografia da Mata
Se impregnou no meu espírito mineiro
Transformando-me num ser complexo.
Sérgio Soares