Pra quê escrever?

Hoje comecei a escrever!
Escrever minhas primeiras linhas.
Apesar de saber que o resultado final vai
ser algo entre o sofrível e o mediano,
resolvi tomar coragem e vencer a barreira da página em branco.

Sempre me imaginei escrevendo, passando para o papel o mar de fantasias que povoam minha vida para, quem sabe assim, torná-las reais.

Não sei bem ao certo se é esse o motivo.
Acho que o que quero realmente é ver minhas palavras na boca de alguém,
no caderno de algum aluno em sala de aula.

Não me sinto pretensioso por dizer isso, na verdade me sinto Eu mesmo.
Prefiro pecar pelo excesso do que amargar a dúvida de saber se o que eu escrevo-pensando é realmente literatura, ou apenas verborragia mental desenfreada.

Quando penso no estilo, percebo que não fui apresentado a esse Senhor das Formalidades.
Prefiro continuar meu processo de desabrochar mental, ou quem sabe, minha desenteria grafêmica.

Qual o objetivo de minhas palavras? Qual a força-motriz do meu verso?
Sobre isso também ainda não pensei,
o que sei, e bem sei, é que sempre quis fazer – Escrever!
Sem medo, sem preocupações, criando um diálogo com um Ser que estou aprendendo a conhecer,
Eu mesmo.

Se você (destinatário e fim de meu processo comunicacional) vai gostar? Sinceramente não sei, nem me preocupo. Decreto a partir de hoje abolida a escravidão da insegurança e promulgo nesta data a instituição da liberdade poética em minha vida. Da minha Liberdade.

Sérgio Soares

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