Da tristeza, o menos triste ainda é a própria
risteza.
Muito mais dolorosa é a incerteza.
A tristeza tem nome, tem causa, tem começo.
A incerteza não. Ela se infiltra devagar, ocupa o espaço do que antes era esperança
e ensina o coração a esperar por algo que talvez nunca venha.
A tristeza permite o choro,
a incerteza exige resistência.
É no talvez que o peito cansa,
é no “e se” que a alma se perde,
porque não há fechamento, não há fim —
apenas a repetição silenciosa da dúvida.
E mesmo assim… a gente acorda.
Acredita um pouco.
Sobrevive mais um dia.